Estoque envolve capital, disponibilidade e risco de perda. Um controle melhor reduz incerteza, mas não garante lucro ou satisfação. O método precisa considerar segmento, validade, prazo de reposição e capacidade de armazenamento.
1. Faça inventários
Escolha contagem completa ou cíclica e registre diferenças entre sistema e físico. Investigue avaria, erro de entrada, venda não registrada, perda e furto. Planilha também pode ter erros; o importante é conciliação e responsabilidade.
2. Classifique os itens
A Curva ABC pode priorizar itens por valor de consumo anual, giro ou outra variável. A proporção 80/20 é uma referência, não regra. Produtos de baixo valor podem exigir controle rigoroso por validade ou criticidade.
3. Defina reposição
Estoque de segurança deve considerar demanda, variabilidade e prazo do fornecedor. Excesso também tem custo. Revise níveis após promoções, sazonalidade e mudanças de preço.
4. Registre validade e perdas
Use lotes e método adequado de saída, como primeiro que vence, primeiro que sai, quando aplicável. Meça vencimento, quebra, devolução e descarte.
5. Acompanhe indicadores
- giro de estoque;
- dias de cobertura;
- ruptura;
- perdas por motivo;
- margem por item;
- acuracidade do inventário;
- prazo de reposição.
Fidelidade e produtos parados
Usar item de baixo giro como recompensa pode aumentar perdas se o produto não interessar ou estiver próximo da validade. Não transfira risco ao cliente nem use produto impróprio. Calcule custo, disponibilidade e efeito sobre compras que ocorreriam normalmente.
O Selinho do Zé não é sistema de estoque. Dados de resgate podem ajudar no planejamento de recompensas, mas compras e reposição exigem controle próprio.

