Cenário ilustrativo. Esta história não representa um cliente real do Selinho do Zé. Ela demonstra uma forma possível de estruturar e medir uma campanha em uma doceria.
Imagine uma doceria de bairro que recebe bastante movimento na inauguração, mas percebe queda nas semanas seguintes. Os clientes gostaram dos produtos, porém ainda não criaram o hábito de visitar o estabelecimento.
A campanha
A doceria cria uma regra simples: a cada quatro fatias de torta compradas, a quinta é oferecida como recompensa. Antes de iniciar, a proprietária calcula o custo da fatia, a margem das quatro compras anteriores e o limite mensal de prêmios.
No caixa, todos os clientes recebem a mesma explicação. A cartela é registrada digitalmente e o cliente consegue acompanhar quantos selos faltam.
Comunicação sem excesso
A doceria também pode enviar uma mensagem semanal, desde que o cliente tenha concordado em receber esse tipo de comunicação. A mensagem deve ser útil e fácil de recusar, sem transformar o programa em uma sequência de propaganda.
O que acompanhar durante 90 dias
- Quantidade de clientes que iniciaram a cartela.
- Percentual que realizou uma segunda compra.
- Número de cartelas concluídas.
- Ticket médio dos participantes.
- Custo total das recompensas.
- Vendas e desperdício nos dias de maior e menor movimento.
Como interpretar
Se a recorrência aumentar, mas o custo dos prêmios consumir a margem, a regra precisa ser ajustada. Se poucas pessoas chegarem ao segundo selo, talvez a recompensa esteja distante, pouco atrativa ou mal explicada pela equipe.
O valor do programa está na possibilidade de testar, medir e corrigir. O objetivo não é prometer um número específico de clientes, mas construir uma rotina que aumente a chance de retorno sem comprometer a rentabilidade da doceria.


