Um programa de fidelidade oferece um incentivo para repetição de compra. Ele não aumenta vendas, reduz churn, gera indicação ou estabiliza movimento automaticamente. Esses efeitos precisam ser definidos e medidos.
1. Escolha um objetivo
Use uma meta específica, como aumentar a segunda compra, reduzir o intervalo entre visitas ou ocupar um período ocioso. Não tente resolver aquisição, ticket e retenção ao mesmo tempo.
2. Avalie o ciclo de compra
Cartela de selos funciona melhor quando existe recorrência possível. Para compras muito raras, outro benefício pode ser mais adequado.
3. Calcule a recompensa
Inclua custo, margem, taxa esperada de resgate, estoque e capacidade. Desconto, produto gratuito e experiência exclusiva possuem custos diferentes.
4. Documente as regras
Defina produtos elegíveis, valor mínimo, quantidade de selos, validade, limite, devolução, correção e resgate. A versão curta precisa ser consistente com a regra completa.
5. Planeje a adesão
Explique finalidade e dados necessários antes do cadastro. Não presuma que formato digital elimina atrito ou que todos usam o mesmo canal.
6. Treine a equipe
Teste o fluxo no horário de pico, estabeleça como corrigir erros e respeite quem não deseja participar.
7. Divulgue de forma proporcional
Use balcão e canais compatíveis com a preferência do cliente. Não envie campanha por e-mail ou WhatsApp apenas porque o contato existe.
8. Meça
- adesão e segundo selo;
- frequência;
- ticket e margem;
- conclusão e resgate;
- custo dos prêmios;
- tempo operacional;
- reclamações e descadastros.
Papel do Selinho do Zé
A plataforma registra cartelas e selos. Funções, tempos de configuração e etapas devem ser descritos conforme a versão disponível, sem promessas absolutas.
Comece com piloto, compare com linha de base e ajuste. O programa deve continuar apenas quando o valor adicional compensar o custo e a experiência permanecer clara.

